Especialista elaborou simulações para diferentes cenários, que demonstram o efeito dos juros compostos e a importância da constância nos aportes para o sucesso financeiro.
A Receita Federal iniciou no último mês de maio o pagamento dos lotes de restituição do Imposto de Renda 2025, que seguem até setembro. E se você está com dúvida sobre o que fazer com essa graninha “extra”, a Associação Brasileira de Planejamento Financeiro, Planejar, simulou o impacto do investimento anual de uma restituição de R$ 3 mil reais por 1, 10 e 20 anos.
Segundo Paula Bazzo, coordenadora da comissão de comunicação e marketing da Planejar, investir o valor da restituição pode ser uma estratégia eficiente para ampliar o patrimônio e garantir ganhos financeiros ao longo do tempo, especialmente quando há disciplina e planejamento envolvidos.
Para mostrar isso na prática, a profissional elaborou simulações para diferentes cenários, que demonstram o efeito dos juros compostos e a importância da constância nos aportes para o sucesso financeiro. A simulação utilizou um cenário de aplicação conservadora, que rende 100% do CDI, com taxa média histórica de 10,75% ao ano.
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Segundo a simulação, com um investimento único de R$ 3 mil, em 20 anos o contribuinte teria R$23.120,43, valores brutos antes do desconto do Imposto de Renda.
Quando o contribuinte realiza aportes anuais recorrentes de mesmo valor, os números mais do que dobram na metade do tempo: R$ 54.894,32 em 10 anos e R$ 207.287,25 em 20 anos, considerando o valor acumulado dos aportes. “Esse crescimento destaca o poder da disciplina e da regularidade no investimento, que transformam pequenos valores em um patrimônio considerável”, diz Bazzo.
Em um cenário mais robusto, com aportes anuais de R$ 13 mil (sendo R$ 3 mil da restituição e R$ 10 mil aportes mensais extras), o patrimônio pode chegar a R$ 237.875,41 em 10 anos e a R$ 898.244,73 em 20 anos.
“Mais do que aplicar o valor da restituição pontualmente, é fundamental pensar em uma estratégia de investimento de longo prazo, que conecte esses recursos a aportes regulares, disciplina financeira e objetivos claros”, destaca a especialista. Assim, o valor que poderia ser usado apenas para um alívio momentâneo torna-se um catalisador para a construção de patrimônio, comenta ela.
A planejadora também ressalta que investir a restituição em ativos financeiros adequados, como planos de previdência privada, pode trazer vantagens tributárias e evitar o efeito do come-cotas, presente em alguns fundos de investimento. “Optar por uma estratégia que aproveite benefícios fiscais, especialmente em aplicações mantidas por mais de dez anos, potencializa ainda mais o resultado final e ajuda na formação de uma reserva financeira consistente”, comenta.
Fonte: valorinveste.globo.com

