Educação financeira pode (e deve!) vir de berço: ao contrário do que muitos pais acreditam, nunca é cedo demais para começar a ensinar os filhos sobre a importância da gestão financeira.
Mas como fazer isso de forma condizente com a idade das crianças? A maneira mais comum e eficaz é através da mesada educativa!
Essa estratégia ajuda a formar adultos mais conscientes quando o assunto é dinheiro, e é um fato comprovado que crianças que recebem mesada educativa desenvolvem as seguintes vantagens em relação às outras:
- Aprendem a reconhecer melhor o valor das coisas e do próprio dinheiro;
- Têm maior inteligência e controle dos gastos;
- Aprendem a estabelecer prioridades e a controlar impulsos visando a objetivos maiores;
- Tornam-se mais seguras e confiantes ao falar sobre dinheiro, seja com os pais ou com outras pessoas;
- Tornam-se melhores em matemática, pois para administrar a mesada educativa precisam aprender a fazer cálculos frequentemente.
Entretanto, existem alguns pontos e parâmetros aos quais os pais precisam ficar atentos ao inserir o hábito na dinâmica familiar. Você sabe quais são?
Estabelecendo um valor para a mesada educativa
Uma dúvida muito comum é o valor que deve ser adotado para a mesada educativa. Vale lembrar que a ideia não é usar o dinheiro para cobrir necessidades básicas, como roupas ou mesmo produtos de higiene. Por isso, o valor não precisa ser altíssimo.
Veja a seguir algumas dicas para estabelecê-lo conforme a idade:
De 3 a 5 anos
Por ser o primeiro contato da criança com o dinheiro, a ideia aqui é começar a habituá-la a esperar por determinado valor – ou seja, o quanto ela está recebendo não é o aspecto mais importante.
Para isso, procure definir uma quantia e uma data exata toda semana para o pagamento da “semanada”, que irá desenvolver os conceitos de recorrência e de previsibilidade junto à criança (lembrando que a noção de tempo dos pequenos é diferente da nossa, e que pagamentos mensais dificilmente trarão essa percepção para elas).
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É importante reforçarmos: o valor aqui deve ser simbólico (pago em moedas, mesmo). Nada de semanadas de R$ 10,00 para crianças dessa idade!
De 6 a 10 anos
Até os 10 anos, a “semanada” deve prevalecer, ainda em função da noção de tempo das crianças. E você pode até aumentar um pouco o valor semanal, mas tente não ultrapassar os R$ 10,00/semana.
A partir dos 6 anos, a mesada passa a ter outro papel, superando apenas a necessidade de criar uma noção de recorrência e a previsibilidade: é hora de ensinar a importância de se poupar dinheiro e de se criar uma reserva financeira para o futuro.
Por isso, o ideal é que os pais passem a estimular os filhos a definir um projeto pessoal ou uma aquisição específica e ajudem as crianças a calcular quanto elas precisam guardar de suas “semanadas” para alcançar aquele objetivo.
De 11 aos 18 anos
Com a idade, está permitido aumentar o senso de responsabilidade dos filhos e passar a trocar a “semanada” pela mesada, sempre estabelecendo uma data fixa no mês para que ela ocorra.
O ideal é que essa mesada educativa para pré-adolescentes e adolescentes aumente gradativamente de acordo com a idade dos filhos, e que isso fique claro para eles desde o começo.
Como aqui os filhos já estão com a capacidade cognitiva mais avançada e já possuem mais conhecimentos de matemática, o ideal é fazê-los aprender a separar determinado valor para objetivos de longo prazo (já traçando uma meta específica para isso) e outra quantia para planos de médio prazo.
Por fim, ensine que o restante da mesada deve durar por 30 dias e, por mais difícil que seja, não acostume a criança com “reforços” ao longo do mês: se ela gastou todo o seu dinheiro destinado ao curto prazo na semana em que recebeu a mesada, ficará um bom tempo “sem caixa” – afinal, é assim que a vida funciona, não é mesmo?
Utilizando a mesada educativa como recompensa
Você deve evitar atrelar a mesada a ações que devem ser realizadas por motivos maiores do que as finanças – como ser gentil com os familiares, emprestar os brinquedos para os amigos ou tirar boas notas. Afinal, a criança não pode associar tudo em sua vida a aspectos financeiros, já que seu caráter e sua personalidade também estão em formação.
Contudo, um incentivo aqui ou ali não faz mal, e é natural estabelecer troca monetária por tarefas, especialmente dentro de casa, como ajudar a lavar a louça depois do jantar em troca de uma recompensa em sua mesada ou semanada.
Dessa forma, a mesada educativa funcionará como uma espécie de “salário”, que dá aos filhos “um gostinho” de como é ser um adulto. A ideia é mostrar que sempre haverá tarefas e afazeres na vida, e o não cumprimento delas pode prejudicar o ganho no fim do mês.
Por exemplo: se seu filho ou sua filha quer agilizar a compra de algum brinquedo, você pode combinar que a criança irá arrumar o quarto durante todo o mês, em troca de um aumento de R$ 5,00 na mesada – e, por mais difícil que seja, é importante realmente só fazer esse pagamento se as tarefas acordadas forem executadas.
Uma dica extra, nesse sentido, é que as semanadas (ou seja, até os 10 anos, como explicamos acima) comecem com um valor cheio e sofram descontos quando as tarefas não forem realizadas, enquanto que as mesadas (a partir dos 11 anos) podem ser calculadas com base no que foi ou não realizado no período, para respeitarmos os limites intelectuais de cada faixa etária.
Indo muito além da mesada
Com o hábito estabelecido desde cedo, ficará mais fácil ensinar e incentivar os filhos a traçar metas e objetivos para o dinheiro recebido. Por isso, tenha sempre o cuidado de não dar dinheiro demais, para ensinar a criança a ter controle financeiro.
Também é importante ensinar os filhos a poupar pelo menos 20% da mesada educativa, ajudá-los a traçar metas claras com dinheiro, delegar tarefas a eles e seguir outros passos de educação financeira para crianças que já comentamos aqui no blog!
Finalmente, nunca é demais lembrar que as crianças sempre se espelham nos exemplos que recebem dos pais. Por isso, é importante que mães e pais estejam em dia com suas finanças e saibam administrá-las corretamente!
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